terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Al-Qaeda...ou será AL-Qaida? e Serviço Público

O País está preocupado. As recentes ameaças terroristas estão a ser levadas muito a sério, afirma o nosso Primeiro. Eu também estou preocupado. Uma fracção separatista de queratina ameaça invadir o interior do meu hálux (é isso mesmo...uma unha encravada no dedão). Isto sim, é um verdadeiro martírio. O Presidente da República também já expressou a sua preocupação, no entanto, diz não haver razões para alarmes. Até porque estes são, regra geral, bastante dispendiosos e os tempos são de contenção.
Cavaco Silva apelou, não só à calma e serenidade, como é habitual, mas também à utilização de um pouco de povidona iodada, vulgo betadine®, para prevenir a infecção. Eu agradeço desde já a preocupação e certamente irei tomar as providências necessárias assim que acabar este texto, pois como diz o ditado: “homem prevenido, vale por dois”. Se bem que isto nem sempre é verdade, particularmente se, para além de prevenido, este homem laborar na função pública. Neste caso, o facto de ser um funcionário prevenido, faz com que o trabalho de um, seja dividido por dois ou três... gavetões, de forma a que quando faltarem exactamente cinco minutos para o meio-dia, o resto seja zero. É o tempo de aliviar a bexiga para que o almocinho caia melhor.

Por falar em almoço, faz-me (re)lembrar a Al-Qaeda, que é para quem já não se lembra, o tema central deste texto...pelo menos do primeiro parágrafo foi. Um amigo meu, que é mesmo engenheiro, disse-me que as ameaças terroristas que Portugal tem sido recentemente alvo, nunca irão (aqui inicialmente lia-se ”Iriam” mas achei que dado o assunto, “Irão” fica bem mais catita) passar disso mesmo. Ele explicou-me que o nosso país não tem o nível de desenvolvimento e as infra-estruturas necessários à perpetuação de grandes atentados terroristas. E como eu, em engenheiros ainda acredito (pelo menos nos da Ordem e que são meus amigos), também penso que, dificilmente, estas ameaças irão (cá está outra vez) algum dia traduzir-se em grandes explosões. Primeiro porque, ao contrário de grande parte dos Portugueses, nunca fui grande apreciador de fogos-de-artifício e segundo, porque, parecendo que não, essa malta das ligaduras na mona até nem é parva de todo.

É obvio que esta gente faz o trabalhinho de casa, e sabe que não é com ameaças de deflagração de potentes engenhos que irão conseguir amedrontar a D. Etelvina da Madragoa. Como boa apreciadora de um espalhafatoso fogo-de-artifício que é, o único problema que a D. Etelvina terá, será o de conseguir avisar as suas comadres a tempo de assistirem ao início do espectáculo na primeira fila. Certamente que Bin (se for um dos 22.000.000 que contribuiu para este resultado no Google®), ou Ben (se pertencer à minoria dos 1.740.000 que contribuíram para este resultado no Google®) e seus comparsas já perceberam, que assim, não assustam ninguém. Como também não são de desistir ao primeiro obstáculo que aparece, fui agora informado, através de um sms do serviço Tokábombar, que um plano B está já a ser orquestrado, com o intuito de arreliar a malta que por cá vive neste rectângulo à beira-mar abandonado.

Após várias reuniões, foi deliberado e parece que ficou mesmo escrito em acta, que o próximo atentado terrorista que a Al-Qaeda irá encetar, será mesmo contra Portugal. No entanto e como esta organização, cada vez mais global, afirmar ter uma preocupação crescente e fértil em adaptar-se às realidades e especificidades de cada país onde actua, a estratégia que irá ser utilizada é verdadeiramente inovadora e portanto, nova, sendo que, será mesmo a primeira vez, mesmo. A sério. É verdade. Pronto, ok, é revolucionária, vá.

Basicamente o que acontece é que a Al-Qaeda deitou mãos ao Golden-Eye. Lembram-se?! Ahhh...pois é! Uma super-potente arma espacial que através de uma descarga electromagnética direccionada irá paralisar todos os disposítivos de indicação temporal, vulgarmente designados por, relógios. Ora certamente, o leitor atento (não o caro leitor...seja honesto!) já percebeu o que aí vem...
Tendo em conta a pontualidade do nosso povo, não a pontualidade de uma maneira geral, mas sim a pontualidade para uma hora específica...já percebeu agora?...Ora nem mais!...Os malandros do terror vão activar o Golden-Eye exactamente às 11:55 e paralelamente, irão bombardear-nos não com bombas vulgares, mas sim com bombas calóricas! Isso mesmo, tudo quanto é petisco do bom e do melhor irá atingir-nos caído do céu e a hecatombe está à vista. Os Portugueses, impedidos de saborearem a sua refeição mais querida, derivado do facto de, por razões óbvias, ainda não ser meio-dia, irão sucumbir lenta e penosamente, enebriados pelos odores de tais iguarias e pela impossibilidade de lhes deitar a mão, para todo o sempre.

Por isto mesmo, proponho desde já, medidas extraordinárias! Faça-se aprovar, em sede própria, um decreto-lei onde se estipule que a primeira garfada, ou colherada, depende se comer sopa ou não, deverá ser dada exactamente às 11 horas, 54 minutos e 59 segundos, de forma a evitar a Desgraça Nacional que será qualquer bom português não almoçar, nunca mais. Desta forma, não só todos nós deixaremos de ser afectados pela descarga electromagnética, mas também, ficaremos tecnicamente impedidos de voltar a trabalhar por nos encontrarmos, tecnicamente, na nossa hora de almoço, para todo o sempre.

E isto sim, é Serviço Público, é a minha Função Pública, e é a minha solução para o Portugal, que Todos Nós temos!

1 comentário:

Unknown disse...

Também eu sou Engenheiro e também eu sou teu amigo, no entanto, não posso concordar com o meu colega quando afirma que não temos alvos dignos de atentado com visibilidade global.

Que dizer do IC19, a via mais congestionada da Europa, o que faria um atentado em hora de ponta?

Que dizer do Colombo em dia de véspera de Natal com 200 mil pessoas no seu interior?

Meus amigos... Temos com que nos preocupar..

Proponho assim o envio de centenas de pasteis de Natal mensalmente, endereçados ao Sr. Bin ou Ben e respectivos colaboradores, servindo de oferta de paz...