terça-feira, 17 de julho de 2007

E ñ é k ele ás vezes diz coisas acertadas....

Eu ñ gosto mt do Nuno Markl mas tenho de admitir que este artigo é bastante realista e vai de encontro ás minhas ideias....
Axei k iam gostar de ler, e que tb pensam assim :)

"Artigo de Nuno Markl - para a geração dos 30/40"

"A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E estáperdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hojerondam os trinta. O grande choque, entre outros nessaconversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. "Quem? ", perguntou ele.Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegueviver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas sempre descalço, TomSawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui ealém..." era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele nãoconhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse heróicanídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dosjovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini quedava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nosprendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual... E para acabar a lista, amais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração:

O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem,meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu deuma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia serduplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamosnas obras e que depois personalizávamos.

Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubouchocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.

Confesso, senti-me velho...

Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem,por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, emque tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.

Óbvio,nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram afazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames apossíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a umadoença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente.

No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de "terno" nemvia se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terraespalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas,porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na alturaaprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano numprego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir paraa praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivosmaiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"...

Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar ocarro. Agora não falta nada aos putos.

Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para sejuntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para sejuntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.

Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e elepergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquelaversão da bicicleta.

Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porradade todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.

É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de algumaempresa de computadores, mas não curtiu nada."

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